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PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

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I - Introdução

Propõe-se neste projeto de auto-avaliação institucional a ser coordenado pela CPA (Comissão Própria de Avaliação) da FEA/FCSA, a adoção dos princípios que fundamentam a concepção de avaliação da Educação Superior presentes na proposta do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) e que foram amplamente difundidos em documentos divulgados pelo MEC/INEP desde a fase de debates que precedeu a promulgação da Lei 10.861 de 14 de abril de 2004 até os atos normativos posteriores que regulamentaram a lei e criaram as condições de seu cumprimento.

Nesse sentido pretende-se de início, ao apresentar este projeto de trabalho a ser concluído até 31 de agosto de 2005, destacar a intencionalidade e os compromissos que permeiam esta proposta dizendo, de antemão, que a equipe responsável pela elaboração do projeto, encampou plenamente os princípios da concepção de avaliação presentes na proposta do SINAES. É, portanto, oportuno ressaltar que tal escolha não implica apenas em uma opção conceitual, mas em uma escolha mediada por uma exigência ética conforme esclarece o documento “SINAES: da concepção à regulamentação” ao enunciar que

se a avaliação é um processo que busca melhorar a qualidade, aumentar a quantidade do serviço público educacional e elevar a eficácia institucional, a conscientização dos agentes e a efetividade acadêmica e social, então, implementar a cultura da avaliação é uma exigência ética. (p.89)

Faz parte de um trabalho que se ancora nos princípios da participação democrática e, antes de tudo, na concepção de educação como um bem social que deve ser visto acima de interesses momentâneos ou meramente pragmáticos, a responsabilidade de ampliar as práticas avaliativas existentes, no sentido de contribuir para a consolidação de uma cultura de avaliação que se fundamente na certeza de que nenhuma avaliação pode prescindir de um processo de auto-avaliação conduzido com liberdade por membros representativos da instituição e da comunidade, sem o qual não se resguarda o máximo de respeito às particularidades locais e suas idiossincrasias.

A proposta do SINAES afirma com freqüência que somente uma concepção de Educação Superior na perspectiva do direito social e dever do Estado, portanto, plenamente orientada por valores públicos, pode sustentar um trabalho de avaliação comprometido com a participação democrática. Ainda que resguardadas as diferenças institucionais e regionais, tão enfatizadas nos documentos oficiais, já que é inegável a distância existente, por exemplo, entre uma grande instituição pública e uma pequena ou média instituição privada em relação aos seus potenciais de realização, as diferentes características de seus alunos e professores e tantos outros aspectos que aqui poderiam ser lembrados, a CPA da FEA/FCSA assume o desafio de realizar um projeto de auto-avaliação institucional orientado pela idéia de que a educação deve ser vista, antes de tudo, como um bem público. Não obstante, é consensual que, qualquer que seja a instituição de educação superior, a ênfase do trabalho avaliativo nos moldes que propõe o SINAES deve, antes de tudo, cuidar para evitar as práticas meramente legalistas ou burocráticas, para voltar-se aos aspectos formativos e construtivos que contribuam efetivamente para a melhora da qualidade dos serviços educacionais sem perder de vista a realização de metas políticas e sociais comprometidas com a eqüidade e a justiça social.

Vale dizer que o esforço que se desenvolve através de uma comissão representativa da complexidade que envolve o universo da Educação Superior, só estará plenamente em concordância com o que se afirmou anteriormente, se os resultados do trabalho avaliativo não se reduzirem à mera produção de dados, tabelas e gráficos, mas de uma incansável procura tanto dos êxitos como das fragilidades do trabalho educativo e de seus conseqüentes compromissos éticos e políticos. Ou seja, entende-se que o produto de uma avaliação como a que ora se propõe deva ser capaz de indicar os caminhos corretivos necessários para se atingir às metas da qualidade de ensino e da responsabilidade social.

Não é demais salientar, entretanto, que as características da FEA/FCSA enquanto Instituição de Educação Superior de pequeno porte e que vem colhendo excelentes resultados no cumprimento de sua missão de oferecer educação com qualidade, seja em razão da proximidade de seus alunos com os professores, seja em razão de que todos os que ocupam funções de coordenação e direção atuam também como professores, são aspectos que, por certo, ajudarão em muito no cumprimento do aqui proposto.

II - Histórico Institucional e Experiências de Avaliação Interna

A- Histórico Institucional

A Instituição Educacional Atibaiense Limitada, mantenedora da FAAT - Faculdades Atibaia, é uma Instituição de Ensino Superior tradicional na região. Foi fundada em 1975 por integrantes de famílias de educadores na cidade de Atibaia e em sua trajetória formou um grande número de profissionais que hoje desempenham destacadas funções nas empresas e no serviço público da região.

Em função de dificuldades enfrentadas nos anos 90, dentre as quais o falecimento de fundadores e responsáveis pela mantenedora e o conseqüente insucesso nas primeiras participações no Exame Nacional de Cursos, a Instituição não conseguiu imprimir um ritmo compatível com as inúmeras transformações atravessadas pelo ensino. Como resultado, constatou-se uma significativa redução no fluxo de alunos e conseqüente carência de investimentos, indispensáveis para salvar a Instituição da estagnação na qual se encontrava.

Alguns professores, então, que já atuavam na instituição como chefes de departamento, passaram a fazer gestão junto à Mantenedora, alertando para importância vital de uma série de alterações e investimentos que se mostravam urgentes no sentido de assegurar a sobrevivência da Instituição. A crescente afinidade entre esses professores e os então titulares remanescentes da Instituição, fruto do verdadeiro comprometimento demonstrado para com o futuro das faculdades e de seus alunos, culminou na transferência da direção da entidade para esse grupo de docentes.

No mês de setembro do ano de 1999, uma nova direção composta exclusivamente por professores da própria FAAT assumiu definitivamente a Entidade. Essa equipe de professores, fortemente comprometida com a comunidade da região atibaiense e com seus próprios ideais de educadores, decidiu empreender a tarefa de enfrentar os desafios da já acentuadamente desgastada Mantenedora, atuando na reconstrução, aprimoramento e ampliação das atividades da Instituição.

Os primeiros esforços da nova diretoria foram dedicados à solução dos problemas financeiro da mesma, à elevação dos padrões de qualificação do corpo docente, à recuperação de sua infra-estrutura física e à reformulação da organização didático-pedagógica. Passados pouco mais de dois anos, a nova direção conseguiu promover consideráveis transformações, alcançando significativos resultados.

Entre as prioridades encontrava-se a necessidade de melhorar a titulação do quadro docente da Instituição, mediante o incentivo àqueles que apresentassem disposição em aprimorar sua formação acadêmica e substituição dos que não demonstrassem interesse em intensificar seu desenvolvimento e dedicação à docência.

A nova diretoria imprimiu ritmo acelerado na alteração das instalações físicas da Instituição, resultando na ampliação e adequação das salas de aula, que contam hoje com equipamentos de multimídia; implantação de moderno laboratório de informática, com dezenas de microcomputadores em rede; instalação de acesso através de banda larga à Internet; duplicação do prédio da biblioteca e ampliação de seu acervo de 2.000 para mais de 13.000 volumes e implantação das salas de hemeroteca, oficina pedagógica e brinquedoteca.

Iniciou-se a busca pela excelência no processo educacional. Coordenadores de Cursos, capacitados para a adequação dos programas das diversas disciplinas, foram contratados. Todo o projeto pedagógico da Instituição foi revisto, incluindo as formas pelas quais eram processadas as avaliações dos corpos discente e docente, da coordenação e da própria direção. Criou-se a Coordenação de Pós-graduação, Pesquisa e Extensão, Conselho Editorial responsável pela Revista Técnico-Científica Momentum e pela edição de livros de autoria de docentes da instituição, Conselho Científico responsável pelo Programa de Iniciação Científica e Núcleo de Estudos do Terceiro Setor e o Núcleo de Extensão orientado para privilegiar o relacionamento da FAAT com as comunidades da região atibaiense e de áreas carentes de outras partes do país.

Em termos de ampliação e crescimento da entidade, conseguidos nestes pouco mais de cinco anos de atuação da nova equipe de direção, destaca-se a implantação da nova Faculdade de Educação de Atibaia, aprovada pela Portaria do MEC nº 278 de 03/03/2000, com conceito global “A”; o lançamento dos cursos de pós-graduação, entre eles um MBA Executivo, especialização em Psicopedagogia e em Gestão do Meio Ambiente e Sustentabilidade e cursos de extensão.

Além de todas as iniciativas, citadas acima, ou até como resultado delas, vários fatores vieram reforçar a importância da Instituição junto à comunidade da região atibaiense. Entre eles, convém ressaltar a manutenção do curso de Ciências Contábeis, mesmo financeiramente deficitário, enquanto outras instituições, fecharam matrícula para o referido curso no exercício de 2002. Outro importante fator de impacto junto à comunidade foi, sem dúvida, o sucesso do novo Curso de Pedagogia, principalmente, em função do corpo docente, altamente titulado e qualificado.

O conceito “A” obtido pelo Curso de Administração no Provão 2001 e 2003 e pelo curso de Ciências Contábeis em 2003, bem como conceito máximo CMB obtido no reconhecimento do curso de Pedagogia e na renovação de reconhecimento do curso de Administração de Empresas serviram principalmente como um sinal, dirigido à própria equipe de Direção, Coordenação e Docência, de que seus esforços foram empreendidos no sentido correto.

Em 2004, foram lançados com sucesso, os cursos de: licenciatura em Normal Superior, bacharelado em Ciências Jurídicas, licenciatura em Letras e bacharelado em Publicidade e Jornalismo. No início de 2005, foi lançado o terceiro curso na área de Comunicação Social, bacharelado em Relações Públicas.

Como resultado de tantas alterações em curto espaço de tempo, a percepção da instituição por parte da comunidade da região atibaiense vem sofrendo profunda modificação. A procura pelos cursos da FAAT atingiu níveis inéditos e suas perspectivas de progressos efetivamente se confirmaram.

O número de candidatos inscritos no vestibular da FAAT nos últimos dez anos traduz parte da história da Instituição:

Tabela 1.1: Evolução da FAAT em Número de Inscritos no Vestibular e de Alunos Matriculados.

CRESCIMENTO DA FAAT

ANO

CANDIDATOS EM VESTIBULAR

ALUNOS MATRICULADOS

1996

161

401

1997

156

366

1998

64

280

1999

105

274

2000

201

270

2001

342

448

2002

534

576

2003

449

598

2004

999

942

2005

841

1350

 

Consciente de sua importância para a sociedade da região atibaiense, a Instituição tem desenvolvido diversas ações na área social tais como:

  • Apoio à formação da Cooperativa dos Catadores de Lixo.

  • Participação no programa de Alfabetização Solidária.

  • Abertura continuada da Biblioteca para a comunidade.

  • Trabalho de apoio psicopedagógico a internos de Instituições de Proteção a Menores da região.

  • Patrocínio de Banda Sinfônica do Município.

  • Co-patrocínio em projeto de treinamento esportivo para crianças de bairros carentes.

  • Patrocínio continuado de atividades culturais e esportivas.

  • B- Experiências Avaliativas

    Para melhor compreensão sobre a experiência institucional em iniciativas e práticas avaliativas, esta apresentação será dividida em quatro partes: a primeira inicia-se em 1975 e termina em 1994; a segunda situa-se entre 1994 e 1999; a terceira compreende o período de 1999 até a implantação do PDI, em 2002, e a última cobre o período que vai até a implantação da CPA.

    1º Período: 1975-1994

    Não há registros que apontem para a existência de prática sistemática ou minimamente consistente de avaliação institucional nesse período. Conforme tudo indica, os passos iniciais em direção à sistematização da avaliação institucional foram dados em 1994.

    2º Período: 1994-1999

    Neste período acontecem as primeiras experiências da instituição com avaliação. Inicia-se com a implantação de instrumentos somativos com vista a detectar os problemas que ameaçavam a Instituição e termina com as mudanças realizadas pela nova Diretoria que assumiu no final de 1.999.

    A primeira avaliação institucional foi realizada em 1994 e estava direcionada somente à atuação dos docentes. À época, a experiência envolveu professores, chefes de departamento e alunos dos cursos existentes sob a coordenação do próprio Diretor Geral.

    Em seus relatos, professores que vivenciaram esse momento reportam que os resultados da avaliação foram publicados de forma acessível a toda comunidade acadêmica. Os canais de comunicação utilizados foram murais de salas de aula e da sala dos professores onde gráficos com notas e nomes eram expostos. Além disso, promoveram-se reuniões dos chefes de departamento com professores, bem como de professores com alunos, para discussão dos resultados.

    A avaliação, neste primeiro momento, estava direcionada à atividade do professor em sala de aula. Conforme Tabela 1.2, os critérios avaliados diziam respeito ao relacionamento do professor com a classe, a forma de ministrar aulas, a aplicação de avaliações e ao seu comportamento em sala. O instrumento era denominado Avaliação de Desempenho.

    As notas que os alunos atribuíam a cada critério avaliado situavam-se em uma escala de 1 e 5. Todas as notas eram computadas e, a partir da média aritmética, chegava-se à nota do professor relativa aos critérios avaliados.

    Tabela 1.2: Relação dos Critérios Avaliados em 1994.

    CRITÉRIOS AVALIADOS/1994

    A

    Relacionamento com a Classe

    B

    Clareza na Exposição da Matéria

    C

    Imparcialidade nas Avaliações

    D

    Estímulo à Participação dos Alunos na Sala

    E

    Interesse para que os Alunos Aprendam

    F

    Freqüência e Cumprimento do Horário

    G

    Conceito Global sobre o Professor

     

    Após a computação dos dados, o professor recebia um gráfico de seu desempenho, bem como de seus pares que lecionavam na mesma sala.

    Embora se tenha registro das avaliações, não há qualquer informação sobre normas, portarias ou qualquer tipo de documento que, de alguma forma, oficializasse a Avaliação Institucional. Não se verificam, tampouco, quaisquer registros de iniciativas voltadas à sensibilização sobre a importância do assunto para a comunidade acadêmica.

    Em 1995, houve pequenas mudanças em relação ao formato da avaliação aplicada no ano anterior. A primeira diz respeito à exposição das notas. Diferentemente de 1994, quando a nota, em termos numéricos, não era publicada, além de receber os gráficos demonstrativos, os professores passaram acessar um relatório que apresentava sua nota e a dos colegas em determinada sala de aula.

    A utilização de conceitos, a partir das notas atribuídas ao professor pelos alunos, foi a segunda mudança ocorrida nesse período, conforme a Tabela 1.3. Importante pontuar que estes conceitos não eram usados pelos alunos por ocasião do preenchimento dos questionários. Eles, na verdade, constituíam uma tentativa de tradução da significação dos resultados numéricos da avaliação.

    Tabela 1.3: Relação de Conceitos utilizados em 1995.

    CONCEITOS

    1

    Péssimo

    2

    Ruim

    3

    Regular

    4

    Bom

    5

    Ótimo

     

    A terceira mudança deu-se no quadro de critérios avaliados. Aos seis critérios usados anteriormente, foi acrescido um. A proposta, ao que se percebe, era incentivar o aluno a fazer uma auto-avaliação. Assim, o quadro de critérios avaliados ficou tal qual apresentado na Tabela 1.4.

    A quarta mudança ocorreu na forma de calcular as notas. Os alunos continuaram a avaliar os professores numa escala que ia de 1 a 5. Entretanto, as médias finais passaram a ser multiplicadas por 2. Desta forma, para o professor, a escala de notas ia de 5 a 10. Em função desta alteração, os conceitos da Tabela 1.3. deixaram de ser usados.

    Tabela 1.4: Relação dos Critérios Avaliados em 1995.

    CRITÉRIOS AVALIADOS/1995

    A

    Relacionamento com a Classe

    B

    Clareza na Exposição da Matéria

    C

    Imparcialidade nas Avaliações

    D

    Estímulo à Participação dos Alunos na Sala

    E

    Interesse para que os Alunos Aprendam

    F

    Freqüência e Cumprimento do Horário

    G

    Conceito Global sobre o Professor

    H

    De acordo com os conceitos acima como você classificaria sua própria participação em sala de aula

     

    Em 1996, as mudanças não deixaram de acontecer. A primeira delas diz respeito à redução dos oito itens avaliados anteriormente para apenas três, os quais visavam às técnicas de ensino usadas em sala de aula, ao domínio dos conteúdos ensinados e à atualidade das informações apresentadas.

    Houve também uma significativa mudança na atribuição de notas aos professores. Anteriormente, por meio de média aritmética, chegava-se à nota obtida em cada um dos critérios avaliados. Em vez disso, optou-se por formular uma relação que procurava estabelecer a freqüência com determinadas atitudes (tabela 1.5) estavam presentes em sala.

    Tabela 1.5: Relação dos Critérios Avaliados em 1996.

    CRITÉRIOS AVALIADOS/1996

    A

    Utiliza técnicas que favoreçam a aprendizagem

    B

    Demonstra ter conhecimento da matéria

    C

    Apresenta informações atualizadas

     

    Os conceitos empregados na avaliação estão relacionados na tabela 1.6. O cálculo do conceito foi construído a partir da porcentagem de alunos que entendiam que o professor tinha determinada atitude sempre, quase sempre, às vezes ou nunca.

    Tabela 1.6: Significado dos conceitos utilizados em 1996.

    CONCEITOS/1996

    Sempre

    Significa que o professor tem determinada atitude constantemente.

    Quase Sempre

    Significa que o professor tem determinada atitude com razoável freqüência.

    Às Vezes

    Significa que o professor tem determinada atitude raramente.

    Nunca

    Significa que o professor tem determinada atitude raramente.

    Não Responderam

    Os alunos não se manifestaram ou não quiseram avaliar o professor.

     

    Neste ponto, em função das transformações ocorridas no campo da educação superior, com forte impacto no segmento privado, faz-se necessário abrir espaço para comentar o comportamento da instituição em relação aos resultados obtidos no Exame Nacional de Cursos, o “Provão”.

    O “Provão” - exame destinado a avaliar o desempenho dos estudantes do ensino superior - tinha como uma das premissas tornar a sociedade conhecedora do desempenho comparativo das IES na prestação de seus serviços. Para tanto, os resultados obtidos pelas IES eram expostos na mídia por meio de jornais, revistas, televisão, web, periódicos especializados entre outros.

    Conforme demonstrado na tabela 1.7, a FAAT teve um desempenho sofrível em suas primeiras experiências no “Provão”.

    Tabela 1.7: Desempenho da FAAT no Provão de 1996 a 1999.

    DESEMPENHO NO PROVÃO-I

    1996

    Conceito E

    1997

    Conceito C

    1998

    Conceito D

    1999

    Conceito E

     

    Possivelmente em razão dos resultados obtidos anteriormente na avaliação do MEC, no ano de 1997, o quadro de critérios utilizados em 1995 foi aplicado novamente, (ver Tabela 1.4.). Nesta mudança, a forma de cálculo da nota do professor também sofreu alterações.

    Os alunos voltaram a atribuir nota usando uma escala que ia de 1 a 5. As notas eram somadas e o resultado final apresentado na forma de porcentagem da pontuação máxima possível.

    Usando como parâmetro a tabela 1.4 e trabalhando com notas entre 1 e 5, o exemplo a seguir ilustra como o cálculo era desenvolvido. Assumindo-se que, no dia da avaliação houvesse 50 alunos na sala, a nota máxima que o professor poderia aferir em cada um dos critérios avaliados seria 250 (50x5). Se no critério “Relacionamento com a classe”, por exemplo, o resultado obtido pelo docente fosse 176, esse valor seria dividido pela nota máxima possível (176/250) e, depois, multiplicado por 100. Assim, para 70% dos alunos, o professor teria bom relacionamento com a classe. A fórmula abaixo sintetiza o cálculo.

    NP = (176/250)*100 NP = 70,40%

    De acordo com a tabela 1.8, o percentual obtido pelo professor era classificado em determinadas faixas que buscavam expressar as notas na forma de conceito.

    Tabela 1.8: Relação entre Conceitos e Percentagens.

    CONCEITOS - PERCENTAGEM/1997

    PÉSSIMO

    Entre 0 e 25%

    RUIM

    Entre 26 e 50%

    REGULAR

    Entre 51 e 69%

    BOM

    Entre 70 e 89%

    ÓTIMO

    Entre 90 e 100%

     

    Também em 1997, pela primeira vez, calculou-se a nota global do professor. A nota global era resultado da média aritmética dos resultados obtidos em cada critério avaliado.

    Nenhuma alteração foi promovida nos instrumentos avaliativos no ano de 1998, provavelmente em função da ligeira melhora obtida no “Provão 1997”.

    Por outro lado, a divulgação dos maus resultados obtidos na edição do “Provão 1998” trouxe como conseqüência a o agravamento na diminuição do número de inscrições para o vestibular e o aumento dos pedidos de transferência por parte dos alunos já matriculados.

    O ano de 1999 foi marcado por muitas mudanças na instituição, sendo a troca de diretores a principal delas.

    Com relação ao corpo docente, desencadeou-se um processo de análise, que teve como ponto de partida as avaliações institucionais realizadas nos últimos anos. Com base nas informações existentes em diretrizes orientativas do MEC, os professores foram incentivados a ampliar sua titulação acadêmica. Entre os diversos estímulos concedidos, a instituição ofereceu bolsas de estudos em programas de pós-graduação.

    Já em relação aos instrumentos avaliativos, as mudanças começam no quadro de critérios avaliados, conforme tabela 1.9. Esta alteração promoveu uma fusão entre os critérios utilizados em 1995 e 1996. Assim, pretendeu-se desenvolver uma avaliação que compreendesse atitudes, comportamentos e características de professores.

    A sistemática da avaliação, enquanto metodologia de aplicação e cálculo, não mudou em relação a 1997. As alterações ficaram concentradas na forma de apresentação dos resultados. Em lugar dos gráficos, optou-se por tabelas.

    O professor passou a receber uma segunda tabela com os resultados obtidos por cada um dos professores que lecionavam na mesma sala. Esta tabela apresentava uma média geral para cada critério avaliado. Com esta informação adicional seria possível estabelecer comparações entre o desempenho individual do docente e o desempenho de seus pares. Pretendia-se assim, ajudar o professor a identificar quais critérios avaliados deveriam ser objetos de melhoria.

    Tabela 1.9: Relação de Critérios Avaliados em 1999.

    CRITÉRIOS AVALIADOS/1999

    1

    Demonstra ter conhecimento da matéria

    2

    Apresenta informações atualizadas

    3

    Utiliza técnicas que favoreçam a aprendizagem

    4

    Estimula a reflexão e o pensamento crítico

    5

    Estimula a leitura e a pesquisa bibliográfica

    6

    Estimula a participação em eventos extracurriculares

    7

    Inicia as aulas no horário certo

    8

    Termina as aulas no horário certo

    9

    É assíduo

     

    3º Período: 2000/2002

    Os destaques deste período foram as ações implantadas pelo novo grupo de mantenedores; a primeira experiência da instituição com avaliação qualitativa e alteração no foco dos instrumentos avaliativos.

    Nesta nova fase, a avaliação institucional passou a compreender uma outra dimensão. Além de focar o corpo docente, a nova Direção optou por avaliar também a infra-estrutura de serviços disponível aos alunos, conforme tabelas 1.10 e 1.11.

    O modelo de cálculo empregado para mensurar as notas que os alunos atribuiriam a cada um dos quinze itens da infra-estrutura consistia na aplicação de média aritmética.

    Tabela 1.10: Itens Físicos da Infra-Estrutura.

    INFRA-ESTRUTURA/2000-1

    1

    Xerox

    2

    Acesso a Internet

    3

    Acústica de Salas

    4

    Equipamentos de Informática

    5

    Recursos audiovisuais

    6

    Ventilação das Salas

    7

    Iluminação das Salas

    8

    Sanitários

    9

    Temperatura das Salas

    10

    Asseio da Lanchonete

    11

    Itens da Lanchonete

     

    Além dos aspectos físicos da infra-estrutura, foram contemplados outros quatro importantes componentes da instituição, inclusive as recém-criadas coordenações de curso, como mostra a tabela 1.11.

    Tabela 1.11: Itens Não-Físicos da Infra-Estrutura.

    INFRA-ESTRUTURA/2000-2

    1

    Diretoria

    2

    Biblioteca

    3

    Secretaria

    4

    Coordenação

     

    O quadro de critérios avaliados no desempenho do professor também mudou. Decidiu-se por condensar os últimos três itens da tabela 1.9 em apenas um. Além disso, os critérios passaram a ser apresentado na forma de perguntas, como mostra a tabela 1.12. Os alunos continuaram a responder de acordo com os conceitos de freqüência da tabela 1.13. Para cada conceito de freqüência era atribuída uma nota entre 1 e 5.

    Tabela 1.12: Relação dos Critérios Avaliados em 2000.

    CRITÉRIOS AVALIADOS/2000

    1

    Tem conhecimento da matéria?

    2

    Apresenta informações atualizadas?

    3

    Seu método favorece a aprendizagem?

    4

    Estimula a reflexão e o pensamento crítico?

    5

    Estimula a leitura e pesquisa bibliográfica?

    6

    Estimula a participação em eventos extracurriculares?

    7

    É assíduo, inicia e termina as aulas no horário certo?

     

    O método de cálculo da nota do professor, mais uma vez, foi alterado. A nota final passou a ser o resultado da média ponderada das notas atribuídas ao professor em cada critério avaliado. Os quatro primeiros critérios da tabela 1.12 passaram a valer o dobro em relação aos demais.

    Tabela 1.13: Relação entre Conceitos, Significância e Notas.

    CONCEITOS

    SIGNIFICÂNCIA

    NOTA

    Sempre

    Significa que o professor tem determinada atitude constantemente.

    5

    Muitas Vezes

    Significa que o professor tem determinada atitude na maior parte do tempo.

    4

    Às Vezes

    Significa que o professor tem determinada atitude com razoável freqüência.

    3

    Raramente

    Significa que o professor tem determinada atitude raramente.

    2

    Nunca

    Significa que o professor não tem determinada em momento algum.

    1

    Não Aplicável

    Os alunos não se manifestaram ou não quiseram avaliar o professor

    N.A.

     

    Os professores voltaram a receber as avaliações em gráficos que apresentavam a sua média final, bem como a dos seus pares avaliados pela mesma sala.

    A partir dos dados colhidos nas avaliações, seguiram-se diversas reformas nas instalações físicas da Instituição; aquisição de mobiliário mais adequado para sala de aula, de equipamentos modernos de informática e de acervo bibliográfico mais atualizado; disponibilização de acesso gratuito a Internet entre outros.

    Em 2001, mantiveram-se todos os procedimentos avaliativos aplicados no ano anterior. Nesse ínterim, a Diretoria não só aprofundou as medidas tomadas a partir de 1999 como também implementou uma série de outras ações visando a melhorar outros aspectos da instituição.

    Os resultados destes esforços parecem ter revertido em melhoria de desempenho no Provão de 2001, quando a instituição obteve, no curso de Administração de Empresas, conceito máximo nos processos avaliativos do MEC - nota “A”, conforme tabela 1.14. Iniciava-se, aí, um rápido processo de recuperação da instituição, inclusive no que diz respeito a sua imagem.

    Tabela 1.14: Desempenho da FAAT no Provão de 2000 a 2003.

    DESEMPENHO NO PROVÃO-II

    2000

    Conceito D

    2001

    Conceito A

    2002

    Conceito C

    2003

    Conceito A

     

    Todas as práticas avaliativas adotadas em 2001 foram mantidas em 2002. Porém, a avaliação foi aplicada duas vezes, uma no primeiro semestre e a outra no segundo, permitindo que tanto professores quanto a Direção da instituição tivessem a oportunidade de desenvolver ações para sanar ou minimizar problemas apontados na primeira avaliação, para depois, na segunda, ter condições de mensurar a efetividade dessas soluções.

    Em 2002, a novidade foi a aplicação da primeira avaliação qualitativa. Os alunos puderam tecer comentários sobre o corpo docente e a infra-estrutura institucional, tendo, como sempre, sua identidade preservada. A partir dos resultados obtidos e da reação manifestada pelos professores, os responsáveis pelo programa de avaliação detectaram a necessidade da sensibilização de toda a comunidade acadêmica, antes que a metodologia pudesse ser repetida.

    4º Período: 2002/2004

    Neste período se destaca a implantação do PDI, o uso de instrumentos avaliativos inovadores e o resultado do Exame Nacional de Cursos.

    Motivada, em primeiro lugar, por necessidades internas e, depois, por exigências legais, em 2002 a instituição desenvolveu o seu PDI - Programa de Desenvolvimento Institucional. A partir desse documento foram reestruturados o Sistema de Avaliação Institucional e seus respectivos instrumentos.

    Em 2003, foram repetidos os procedimentos avaliativos adotados no ano anterior, porém, foram aplicados uma única vez.

    Pela primeira vez, os professores tiveram a oportunidade de avaliar a instituição em diversos aspectos, conforme Anexo I. A nota dos diversos aspectos avaliados foi calculada por meio de média simples. O resultado, além de ter sido entregue à Direção, foi discutido em reuniões envolvendo professores, coordenadores de curso e diretores.

    No ano de 2003, pela segunda vez em três anos, a instituição obteve o conceito máximo no Exame Nacional de Cursos nos cursos avaliados. Ainda nesse ano, o curso de Pedagogia foi reconhecido e o curso de Administração de Empresas teve seu reconhecimento renovado, ambos com conceito máximo, CMB.

    Um importante marco registrado no ano de 2004 foi o desenvolvimento do Painel de Peritos. Proposto no PDI, o painel foi constituído por profissionais da região que deveriam avaliar o projeto pedagógico de cada curso oferecido pela FAAT.

    Inicialmente, os coordenadores foram convidados a montar o painel de seus cursos, indicando profissionais reconhecidos no mercado de trabalho para que fossem convidados a participar do processo. Assim que os participantes dos painéis foram definidos, um extrato do projeto pedagógico foi enviado para cada um deles, acompanhado de formulário no qual as avaliações deveriam ser feitas, conforme Anexos II e III. Aos convidados foi concedido prazo de 30 dias para análise e preenchimento do formulário.

    Ao final deste período, os formulários foram recolhidos e encaminhados aos coordenadores. Para um melhor aprofundamento das análises elaboradas, os participantes foram convidados a comparecer na instituição em uma série de seminários dos quais também participaram coordenadores de curso e os responsáveis pelo processo de avaliação. Esses encontros também serviram para apresentação da infra-estrutura da instituição e do trabalho nela desenvolvido.

    Ainda em 2004, algumas alterações foram promovidas na forma da apresentação dos resultados da avaliação do corpo docente. Cada professor passou a receber um conjunto de gráficos no qual detalhou-se o seu desempenho em cada critério avaliado pelo aluno. Esta iniciativa foi um atendimento à solicitação de diversos professores que desejavam ter melhor compreensão sobre o que a média global representava, até porque quatro dos itens avaliados possuíam maior peso. Mesmo assim, o professor tinha, no mesmo conjunto de gráficos, sua média global.

    Além disso, elaborou-se um gráfico no qual o desempenho de todos os professores avaliados pela mesma sala em cada critério era apontado na forma de média simples. Pretendeu-se conceder a cada docente uma fonte de informação adicional para que fosse possível ter uma base comparativa.

    Além da média global individual, no mesmo conjunto de gráficos foi disponibilizada uma média global de todos os professores avaliados em uma mesma sala.

    III - Concepção de Avaliação

    A avaliação institucional é um tema amplamente discutido no meio educacional e vem sendo, há muito tempo, objeto de debate entre os estudiosos da questão, tais como Ernest R. House e sua significativa contribuição teórica sobre os enfoques avaliativos nos EUA. Em nível nacional, destacam-se os estudos de José Dias Sobrinho, Dilvo Ristoff, Denise Leite, Isaura Belloni, entre outros. Uma característica dessa temática é a pluralidade e complexidade de suas dimensões, tantos são os conceitos que a identificam e os âmbitos nos quais se aplica. Isso ocorre pelo fato de que a evolução dos diversos modelos de avaliação de que se tem conhecimento, em especial na educação superior, obedeceu a um processo histórico, estreitamente ligado às concepções de mundo de cada período. Há de se considerar, ainda, que essas diversas concepções de avaliação apresentam conexão direta com as opções epistemológicas e metodológicas mais adequadas a determinados modelos eventualmente adotados.

    Atualmente, porém, a discussão mais recorrente se dá em relação às funções públicas da avaliação, uma vez que ela se estende aos domínios de todas as produções sociais, especialmente as de caráter educacional. Por esse motivo, a avaliação não pode ser considerada apenas como objeto de um debate meramente técnico. Faz-se necessário considerar sobretudo sua dimensão política, cada vez mais densa, sujeitando, conseqüentemente, que a discussão navegue, também, pela dimensão ética. José Dias Sobrinho ilustra bem essa questão:

    O campo da avaliação, ao crescer em complexidade e se inserir mais declaradamente no âmbito político e social, incorporou as contradições, que não são meramente epistemológicas, mas sobretudo resultam de distintas concepções de mundo. A avaliação se assume, então, como política e de grande sentido ético. Tem grande interesse público e se desenvolve no interior das dinâmicas contraditórias da vida social. A ética, sendo a fundadora do sujeito, assegura também a subjetividade do outro; reconhece a alteridade, realiza-se, portanto, num meio social e intersubjetivo. (DIAS SOBRINHO, 2001, p. 27)

    No tocante à educação, considerada principalmente por seu papel ativo e significativo na transformação social, por ser, reconhecidamente, um instrumento de construção da democracia na sociedade, entende-se a avaliação exatamente como foi definida por Isaura Belloni, que a considera como um processo sistemático de busca de subsídios para melhoria e aperfeiçoamento da qualidade da instituição (BELLONI, 1999, p. 39). É importante, nesse caso, por ser controverso e complexo, destacar também o conceito de qualidade empregado na afirmação como o nível de aceitabilidade ou adequação de uma atividade ou produto definido por vários setores internos ou externos, tendo como parâmetros eficiência, eficácia e efetividade social (BELLONI, 1999, p. 39). Essa conceituação se faz importante para o correto entendimento do objeto de aplicação das ações avaliativas previstas neste projeto. A FCSA/FEA pretende que a avaliação institucional compreenda uma análise do desempenho global da instituição, a partir dos pressupostos indicados em sua missão e nos objetivos institucionais, no contexto social, econômico, político e cultural no qual está inserida. Isso significa dizer que é intenção desta IES avaliar seus processos de funcionamento e seus resultados identificando os fatores favoráveis ao bom andamento e aqueles responsáveis pelas dificuldades, com vistas à sua superação (BELLONI, 1999).

    Para esta finalidade específica, alguns dos modelos e concepções de avaliação existentes podem ser resumidamente caracterizados por duas grandes tendências principais, com funções distintas, a saber:

    A primeira grande tendência é a avaliação de natureza somativa, centrada no objeto (produto) e mais voltada para a regulação, o controle e a hierarquização ou classificação dos indivíduos, grupos ou instituições. É orientada para o cumprimento de normas (verifica a conformidade pela norma, demonstrando certa dose de conservadorismo, pois não discute se a norma é boa ou ruim) e requisitos e voltada para o estabelecimento de padrões de status e excelência. Tem ênfase quantitativa e monorreferencial (separa o objeto). Por somativa, portanto, entende-se a avaliação que permite determinar em que medida foram alcançados objetivos ou produzidos os efeitos pretendidos, o valor do projeto em relação às necessidades dos beneficiários, julgando se o mesmo deve ou não ser mantido.

    A segunda grande tendência é a avaliação de natureza formativa, mais comumente interna e centrada no processo e no sujeito (envolve todos os protagonistas), com vistas à melhoria da qualidade. É orientada por uma lógica de transformação, voltada para a efetividade científica e social. Tem ênfase qualitativa e plurirreferencial. Dessa forma, serve para partilhar informações com os envolvidos no projeto, de modo a que eles saibam como está sendo feita a avaliação e quais os julgamentos que estão sendo atribuídos no decorrer da atividade. A chamada avaliação formativa é, deste modo, contínua e participativa, uma vez que pretende garantir a liberdade comunicativa e desenvolver o compromisso coletivo com a aprendizagem.

    Portanto, uma vez apresentada as características e diferenças entre os modelos de avaliação e considerando acima de tudo a intenção desta IES em colaborar para que o SINAES atinja os objetivos previstos na lei que o instituiu, obedecendo fielmente, dentro das possibilidades institucionais, as orientações e diretrizes emanadas pela CONAES, a FCSA/FEA entende que a concepção de avaliação mais adequada para essa finalidade é a avaliação de natureza formativa, cujos princípios enquadram-se perfeitamente nos padrões estabelecidos pelo MEC, por sua vez entendidos como legítimos pela comunidade acadêmica da instituição, aqui representada pelos membros da CPA. É sobre essa lógica formativa, de intencionalidade educativa e emancipatória, que o processo de auto-avaliação institucional da FCSA/FEA pretende se balizar. Porém, nada impede que se faça uso de instrumentos de avaliação somativa, que unifiquem ambos os modelos, não necessariamente dicotômicos. Segundo LAURITI (2002, p. 119), a tensão entre os contraditórios promove uma unidade mais ampla que os inclui. Isso significa dizer que a CPA pode fazer uso de instrumentos de avaliação mais identificados com a tendência de avaliação somativa, o que não implica dizer que os dados e informações aferidas não serão objetos de análise e reflexão. A idéia é a de que, em alguns indicadores, os modelos de avaliação possam ser complementares, de forma a produzir um diagnóstico mais preciso. Dias Sobrinho também compartilha dessa idéia, mas faz questão de explicitar as diferenças entre os modelos:

    É perfeitamente admissível que ambas as intencionalidades [somativa e formativa] podem levar a ações e transformações. Entretanto, também essas transformações são de naturezas diferentes e podem estar servindo a interesses muito distintos. O controle tende a levar a mais do mesmo: conformação, ajuste, repetição, modelagem, heteronomia. A avaliação educativa, ao contrário, sem deixar de ser objetiva e controlar os processos científicos, pedagógicos e administrativos, tende a produzir os debates, a reconhecer a diversidade de idéias, a interpretar a pluralidade, a construir novos sentidos, a questionar a razão dos projetos e currículos, a valorar a inserção crítica e produtiva na sociedade, a dinamizar a construção da autonomia. (DIAS SOBRINHO, 2001, p. 189, grifo nosso).

    Uma vez configurado o modelo de avaliação, de natureza predominantemente formativa, cabe apontar os objetivos básicos que se pretende atingir com a utilização desse modelo nos processos de auto-avaliação institucional da FCSA/FEA: o auto-conhecimento e a tomada de decisão. O auto-conhecimento significa identificar os acertos e as ineficiências e envolve um processo de reflexão sobre as razões, as causas das situações positivas e das insuficiências. A tomada de decisão pode ser entendida como uma ação conseqüente à avaliação, disseminando as estratégias de sucesso e modificando o que funciona mal, deixando de reproduzir o que não vem dando certo. A partir daí, a finalidade das ações avaliativas decorrentes do processo estará voltada para a reconstrução dos instrumentos de avaliação e para o aperfeiçoamento da instituição, ou seja, a avaliação aplicada não visa à punição e nem à premiação dos indivíduos ou grupos objetos de análise.

    Uma característica marcante do processo avaliativo que se pretende instituir parte do princípio de que o modelo adotado possa garantir o envolvimento de todas as atividades e instâncias da instituição na auto-avaliação de forma processual, contínua e sistemática. Por esse motivo, a FCSA/FEA reconhece a importância de conscientizar os sujeitos envolvidos na avaliação de que os mesmos procurem assumir o processo como parte de seu cotidiano, de forma a criar uma cultura institucional de avaliação, incorporada na rotina e internalizada em cada um desses sujeitos.

    A FCSA/FEA entende que a avaliação formativa, para cumprir seu papel de estratégia de aperfeiçoamento institucional, tem de ser eticamente sustentável, tecnicamente competente e politicamente legítima. Para isso, seguindo o raciocínio de BELLONI (1999), é indispensável que a comunidade interna à instituição, assim como as instâncias governamentais e a sociedade civil reconheçam que a estratégia de avaliação, os procedimentos avaliativos e o uso de seus resultados sejam assertivos. Da mesma forma, a legitimidade dos condutores do processo de avaliação, no caso a CPA, deve ser reconhecida por todos. Conclui-se, portanto, que a sustentabilidade ética, a qualidade técnica e a legitimidade política do processo avaliativo são fundamentais para que os seus resultados possam ser transformados em ações efetivamente relevantes e transformadoras.

    IV - Justificativas

    As novas demandas da sociedade contemporânea diante de um cenário de contínuas e profundas mudanças alavancadas pelas novas tecnologias da comunicação e da informação, entre outras coisas, fazem da educação um instituto cada vez mais importante. Na Sociedade do Conhecimento, simplesmente dominar os tradicionais conteúdos escolares não basta ao cidadão, necessário se faz que os conhecimentos sejam apropriados tendo em vista, de um lado, o desenvolvimento de competências e habilidades tanto intelectuais como práticas e, de outro lado, a capacitação para o exercício da cidadania.

    No dizer de Isabel Alarcão:

    A sociedade da informação, como sociedade aberta e global, exige competências de acesso, avaliação e gestão da informação, (...) capacidade de discernir entre a informação válida e inválida, correcta ou incorrecta, pertinente ou supérflua. Acrescente-se-lhe a competência para organizar o pensamento e a acção em função da informação, recebida ou procurada, e teremos, em princípio, uma pessoa preparada para viver na sociedade da informação.(2003: p.12,13)

    A rigor o que se quer salientar é que nestes tempos de transformação planetária responsável pelo rompimento das clássicas barreiras e fronteiras entre povos, grupos e crenças, mas também pelo aprofundamento sem precedentes da competitividade entre empresas e entre nações, há que se pensar de maneira crítica o papel da educação no mundo contemporâneo.

    Nesse particular, a educação superior tem sido alvo de profundos embates em torno da revisão de seu papel tendo em vista as novas demandas sociais em face de um cenário sócio-econômico e político complexo no qual

    o aprofundamento das diferenças econômicas, sociais, regionais e de conhecimento, que caracterizam o desenvolvimento desigual entre os Estados/Nações, estão a exigir a socialização dos produtos tecnológicos e científicos desenvolvidos nos Países que constituem o núcleo de poder econômico. (Fórum de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras, p.11)

    As mudanças tecnológicas e as alterações nas formas de organização do trabalho, assim como as novas formas de exercício da cidadania frente aos novos paradigmas da organização política têm imposto às instituições de ensino superior repensar seus projetos pedagógicos retomando as tradicionais indagações sobre “qual é o profissional que se quer formar?”, ou “qual é o cidadão e a sociedade que se quer ajudar a construir?”. No limite, são questionamentos que superam os aspectos técnicos necessários à organização de um curso de graduação ou de um instituto de ensino superior, são indagações que remetem ao campo ético-filosófico e que envolvem a busca de definições sobre o papel político e os compromissos sociais inerentes a educação superior no mundo contemporâneo.

    É em face dessas incertezas e desafios que se justifica um processo de auto-avaliação democrático e pautado por compromissos de responsabilidade social. É a avaliação interna e participativa que cumprirá o papel de verificar e rever os princípios que regem a organização e as práticas educativas, bem como identificar êxitos, dificuldades e contradições.

    A avaliação institucional, em especial a auto-avaliação, é sem dúvida, um importante instrumento na construção e consolidação de instituições e de um sistema de educação superior com alto valor científico e social. (MEC/CONAES: 2004, p.11)

    V - Objetivos e Metas

    As finalidades do SINAES, enquanto um abrangente sistema de avaliação de âmbito nacional, são antes de tudo formativa e construtiva e estão pautadas por um objetivo geral que é o de desenvolver e consolidar uma cultura de avaliação como prática permanente e comprometida com processos participativos que garantam não só a meta genérica de melhoria da qualidade da educação, mas a confluência entre as obrigações e interesses das instituições de Educação Superior e as reais necessidades e demandas sociais.

    Nesse contexto, ao assumir a responsabilidade de desenvolver um trabalho de auto-avaliação institucional, entende-se que as instituições de Educação Superior devem antes de tudo, assumir a tarefa de pensar e repensar não só suas práticas de ensino propriamente ditas e todas as esferas que objetivamente estão envoltas a essa dimensão, mas refletir sobre a responsabilidade social face às demandas e particularidades locais e mesmos àquelas de âmbito nacional que se explicitam no meio social em que a instituição está inserida.

    Os objetivos identificados no processo de construção desta proposta de Projeto de Auto-Avaliação Institucional pretendem, portanto, fugir das tradicionais formas e práticas avaliativas que se reduzem em meras verificações e mensurações criadoras de edifícios de dados e complexas tabelas expositoras de números e comparações que muitas vezes resultam num fim em si mesmo. Os objetivos eleitos para orientar o trabalho de auto-avaliação institucional da FEA/FCSA são, nesse sentido, conduzidos pela certeza de que a participação de todos os segmentos do universo acadêmico e a promoção de atividades de reflexão entre os sujeitos da avaliação são condições indispensáveis para se ultrapassar o trabalho circunscrito às interpretações estatísticas. Entendem-se, assim, as ações avaliativas como práticas de reflexão orientadas para a identificação das variáveis explicativas de causas ou mesmo complexas relações que possam ser apontadas como responsáveis tanto pelo sucesso como pela limitação do trabalho educativo.

    Nessa perspectiva não é demais citar as Diretrizes para a Avaliação das Instituições de Educação Superior quando diz:

    A auto-avaliação constitui um processo por meio do qual um curso ou instituição analisa internamente o que é e o que deseja ser, o que de fato realiza, como se realiza, administra e age, buscando sistematizar informações para analisá-las e interpretá-las com vistas à identificação de práticas exitosas, bem como a percepção de omissões e equívocos, a fim de evitá-los no futuro. (2004: p. 20)

    Pode-se afirmar, assim, que os objetivos da auto-avaliação institucional a ser realizada sob a coordenação da CPA da FEA/FCSA são os que seguem:

    • Verificar e produzir conhecimentos sobre a coerência das proposições expressas internamente e declaradas nos termos da Missão Institucional e das Políticas Setoriais de Ensino, Pesquisa, Extensão e Pós-graduação, em relação às práticas que envolvem a realidade do ambiente educacional em suas diversas dimensões.

    • Verificar e produzir conhecimentos sobre o envolvimento institucional com as demandas e com as necessidades da realidade sócio-econômica nacional e daquelas próprias da região em que se insere.

    • Verificar e produzir conhecimentos sobre a qualidade de formação oferecida nos diversos cursos da faculdade identificando êxitos e deficiências no perfil profissional do egresso.

    • Contribuir para a consolidação de uma cultura de avaliação que transforme as práticas avaliativas em práticas permanentes e reconhecidas pelos membros da comunidade acadêmica como indispensáveis no cumprimento das metas de qualidade e responsabilidade social.

    • Contribuir para fortalecer o grau de cooperação entre os diversos atores institucionais, assim como para melhorar a interação da instituição com a comunidade.

    • Propor ações práticas voltadas para corrigir os problemas e as distorções identificadas pelos resultados finais da avaliação.

    VI - Metodologia e Estratégias de Ação

    Primeira Etapa: Constituição da CPA, Sensibilização, Elaboração do Projeto de Auto-Avaliação (2004-2005).

    - Constituição da Comissão Própria de Avaliação - CPA;

    - Capacitação da Comissão Própria de Avaliação - CPA;

    - Planejamento das ações pelos membros da CPA e reuniões semanais para acompanhar o desenvolvimento do projeto;

    - Apresentação do SINAES aos representantes da comunidade acadêmica da FAAT através de palestras envolvendo:

  • Coordenadores de Curso;

  • Discentes;

  • Docentes;

  • Corpo técnico e administrativo;

  • Representante da sociedade civil

  • - Criação de um link no site institucional para informar e sensibilizar a totalidade da comunidade sobre a natureza e objetivos do SINAES, e o andamento dos processos de auto-avaliação.

    - Debate com a comunidade acadêmica, visando à coleta de subsídios para a elaboração do Projeto de Auto-avaliação Institucional.

    - Elaboração de Minuta do Projeto de Auto-Avaliação Institucional.

    - Apresentação e aprovação do Projeto de Auto-Avaliação junto à comunidade acadêmica e sociedade civil.

    - Envio do Projeto de Auto-Avaliação.

    Segunda Etapa: Desenvolvimento (2005)

    Tendo como objetivo a produção de informações que possibilitem uma clara visão sobre as dimensões da instituição e detalhamento do projeto de auto-avaliação, objetivando subsidiar um plano de ações eficaz, nesta etapa serão realizadas as seguintes atividades:

    • levantamento dos documentos oficiais que definem as políticas e prioridades da Faculdade de Educação de Atibaia (PDI, Projetos Pedagógicos, etc.);

    • organização dos dados estatísticos referente aos últimos 5 anos, que permitam divisar o desempenho da faculdade neste período;

    • sistematização de demandas/idéias/sugestões oriundas das reuniões com os representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil;

    • criação dos grupos de trabalho temáticos;

    • definição da composição dos grupos de trabalho, atendendo aos principais segmentos da comunidade acadêmica, que irão se responsabilizar pela avaliação das dez dimensões da avaliação institucional previstas pelo SINAES;

    • definição das condições materiais para o desenvolvimento do trabalho: espaço físico, docentes e técnicos com horas de trabalho dedicadas a esta tarefa e outros;

    • definição dos indicadores e objetivos relativos às dimensões da auto-avaliação por parte dos grupos de trabalho;

    • construção de instrumentos para coleta de dados: entrevistas, questionários, grupos focais e outros;

    • definição da metodologia de análise e interpretação dos dados;

    • coleta de dados;

    • sistematização dos dados quantitativos e qualitativos e análise dos documentos na forma de um relatório parcial que servirá de base para o prosseguimento do processo de auto-avaliação a ser desenvolvido através de seminários, grupo focal, fóruns, reuniões com a comunidade acadêmica;

    • análise e seleção dos principais resultados do processo de reflexão coletiva a partir do relatório parcial, com respectiva distribuição de tarefas entre os grupos de trabalho para a elaboração do relatório final.

    OBS: todos os passos do trabalho serão devidamente documentados e colocados à disposição da comunidade acadêmica através do site institucional.

    Terceira Etapa: Consolidação (2005)

    A) Elaboração do Relatório Final

    Estrutura do relatório:

  • Descrição da Instituição;

  • Descrição do processo de auto-avaliação, sua metodologia, procedimentos e participantes;

  • Principais resultados da auto-avaliação, apresentados e analisados por cada dimensão e suas inter-relações;

  • Análise global da instituição, destacando os pontos fortes e fracos;

  • Plano de ações, indicando os objetos e objetivos de melhoria, segundo seu grau de prioridade.

  •  

    B) Divulgação dos Resultados

    Plano de Divulgação

    A divulgação do resultado e do plano de ações envolverá tanto a comunidade acadêmica quanto à sociedade civil, através de:

  • Informativos eletrônicos através do site institucional;

  • Jornal institucional “Jornal FAAT”

  • Palestras informativas;

  • Publicização dos resultados através da assessoria de imprensa.

  • C) Balanço crítico

    É importante salientar que o debate democrático visando a reflexão e reconstrução dos objetivos e métodos se dará durante todo o processo de auto-avaliação, uma vez que as reuniões com a comunidade ocorrerão desde o início para divulgação do processo e composição do plano, e continuarão ao longo da aplicação e análise dos resultados.

    Não obstante, será estruturado um processo específico para divulgação do relatório final que consistirá em apresentação dos resultados:

  • Aos órgãos colegiados;

  • aos representantes discentes de todos os cursos;

  • aos membros da sociedade civil que tiverem participado do processo e demais interessados;

  • seminário global, dentro da programação acadêmica da instituição.

  • O processo de divulgação deverá alimentar o debate contínuo e permanente do processo de auto-avaliação institucional

    VII - Recursos Humanos e Materiais Necessários

    Para que o trabalho de auto-avaliação seja realizado com êxito serão necessário os seguintes recurso:

  • Espaços físicos para reuniões de trabalhos setoriais e gerais;

  • uma sala de trabalho com computadores;

  • equipamentos multimeios e de copiagem;

  • funcionários para trabalhos de transcrição e tabulação de dados.

  • VIII - Auto-avaliação da Auto-avaliação

    Mudança de cenários, ênfases, objetivos e métodos têm levado as instituições em geral a rever periodicamente seus enfoques e processos de auto-avaliação. A própria avaliação formativa, mesmo enquanto abordagem metodológica propositora e propiciadora de uma retro-alimentação continuada e evolutiva se processa, não obstante, a partir de pressupostos paradigmáticos constituídos em determinados cenários históricos e que, por isso, permanecem necessariamente sujeitos à dinâmica dos tempos. Assim sendo, torna-se imperioso manter a abertura para questionar e reavaliar a avaliação em todas as suas dimensões possíveis sob pena de descontextualizar e prejudicar tanto a eficiência quanto a eficácia institucional.

    Posta essa visão, A FCSA / FEA faz incluir sistematicamente a auto-avaliação dos enfoques e processos da auto-avaliação junto aos balanços e encaminhamentos de cada ciclo avaliativo.

    IX - Cronograma

    Cronograma da elaboração da Primeira Etapa

    Atividades

    Data

    Responsáveis

    Constituição e Capacitação da CPA

    Outubro a dezembro de 2004

    Assembléia da Mantenedora

    Planejamento das ações, reuniões de sensibilização junto à comunidade.

    Janeiro e Fevereiro de 2005

    CPA

    Elaboração do texto do anteprojeto, criação do link no site institucional, visando informar e sensibilizar a comunidade.

    Março de 2005

    CPA

    Segunda Etapa: Planejamento (2005)

    Atividades

    Data

    Participantes

    - organização dos dados estatísticos;
    -sistematização de demandas/ idéias/ sugestões oriundas das reuniões com os representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil.

    Abril

    CPA

    - criação dos grupos de trabalho temáticos;
    - definição dos indicadores e objetivos relativos às dimensões da auto-avaliação por parte dos grupos de trabalho;
    - construção de instrumentos para coleta de dados: entrevistas, questionários, grupos focais e outros;
    -definição da metodologia de análise e interpretação dos dados;
    - coleta de dados;

    Maio

    CPA

    - análise do relatório parcial que servirá de base para o prosseguimento do processo de auto-avaliação a ser desenvolvido através de seminários, grupo focal, fóruns, reuniões com a comunidade acadêmica.
    - análise e seleção dos principais resultados do processo de reflexão coletiva a partir do relatório parcial, com respectiva distribuição de tarefas entre os grupos de trabalho para a elaboração do relatório final.

    Junho

    CPA, Comunidade Acadêmica, Representação da Sociedade Civil

    - Redação do Relatório Final (1ª-versão)

    Julho

    CPA

    - Redação do relatório final; -Envio do Relatório Final ao MEC

    Agosto

    CPA

    Terceira Etapa: Divulgação e Balanço Crítico (2005)

    Divulgação à toda comunidade através de:
    - Informativos eletrônicos via site institucional;
    - Jornal institucional Jornal FAAT (impresso) ;
    - Palestras informativas;
    - Publicização dos resultados através da assessoria de imprensa.

    Setembro

    CPA,Comunidade Acadêmica, Representação da Sociedade Civil.

    Apresentação dos resultados:
    - aos órgãos colegiados;
    - aos representantes discentes de todos os cursos;
    -aos membros da sociedade civis que tiverem participado do processo e demais interessados;

    - Seminário global, dentro da programação acadêmica da instituição.

    Outubro

    CPA,Comunidade Acadêmica, Representação da Sociedade Civil.

    X - Referências Bibliográficas

    ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. São Paulo:Cortez, 2003. (Coleção questões de Nossa Época; 104).
    BELLONI, Isaura. Avaliação institucional: um instrumento de democratização da educação. Linhas Críticas, Brasília, v.5, n.9, p. 31-58, 1999.
    DIAS SOBRINHO, José. Avaliação: políticas educacionais e reformas da educação superior. São Paulo: Cortez, 2003.
    Fórum de Pró-Reitores de Graduação das Universidades Brasileiras. “Do pessimismo da razão para o otimismo da vontade: Referências para a construção dos projetos pedagógicos nas IES brasileira”. Out. 1999, p. 08.
    LAURITI, Nadia C. A comunicação na avaliação de desempenho docente no ensino superior. In: ECCOS, Revista Científica. Vol. 4, nº 1, pp. 111-130, 2002.
    LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo:EPU, 1986.
    MEC/CONAES. Diretrizes para a Avaliação das Instituições de Educação Superior. Brasília DF,2004.
    MEC/INEP/CONAES. Roteiro de Auto-Avaliação Institucional: Orientações Gerais. Brasília DF, 2004.
    SINAES - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior: da concepção à regulamentação. 2. ed. Ampl. - Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2004.
    THIOLLENT, Michel. Metodologia da Pesquisa-Ação. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2003.

    Legislação

    Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996.
    Lei 10.861 de 14 de abril de 2004.
    Lei nº 10.870, de 19 de julho de 2004.
    Portaria nº 2.051 de 09 de julho de 2004.

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